A Honda anunciou hoje que irá expandir sua fábrica de motocicletas em Manaus (AM), que terá capacidade de produzir 1,6 milhão de motos por ano a partir de 2026.
O investimento de R$ 1,6 bilhão da montadora japonesa incluirá o lançamento de novos produtos, além de atualização de motos já vendidas e modernizações em seu parque industrial da Zona Franca de Manaus.
Inaugurada em 1976, a fábrica amazonense terá a capacidade ampliada já no ano que vem. No ano passado, 1,4 milhão de motos foram fabricadas no local.
Esse montante foi crucial para que a Honda liderasse, com folga, o mercado brasileiro de motos, do qual detém cerca de 68% dos emplacamentos.
De acordo com a marca japonesa, essa é a linha de montagem de motocicletas com a maior taxa de produção interna dos componentes no mundo.
Por conta disso, eventuais expansões refletem-se em contratações. No caso do novo investimento, serão 350 novos empregos criados.
Atualmente, já há cerca de 9 mil trabalhadores no local, que produz 20 modelos de motocicletas diferentes.
Vendas ‘explodindo’

Na leitura da Honda, o mercado está em viés de crescimento, impulsionado pela demanda de meios de transportes ágeis e econômicas.
Algo que, na visão da japonesa, “continua a atrair os consumidores brasileiros para as motocicletas”.
Segundo levantamento da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), o ano de 2025 deve ser o melhor do segmento em muito tempo. De janeiro a agosto, por exemplo, as 1.326.963 motos fabricadas no país representaram o melhor resultado desde 2011.
O reflexo também aparece nas vendas: os emplacamentos do período somaram 1.408.273 unidades – o melhor resultado da história.
Pesquisas de nossas associadas apontam que a utilização profissional representa somente 22% da motivação de compra. Em primeiro lugar vem a locomoção, seguido pelo lazer
Marcos Bento, presidente da Abraciclo
As novas motos ainda serão anunciadas, mas a Honda reforça que são modelos com novidades em termos de economia de combustível, emissão de poluentes, recursos de segurança e conectividade.
Por Uol









