Empresa afirma que investimentos continuam mesmo com 100% das casas atendidas
A universalização do fornecimento de energia elétrica em Goiás, anunciada pela Equatorial Energia, não deve resultar em redução imediata na conta de luz dos consumidores. Embora todas as cerca de 3,5 milhões de residências da área de concessão passem a ter acesso à rede elétrica, a distribuidora afirma que a necessidade de investimentos permanece elevada.
Segundo o gerente de Obras, Manutenção e Automação da Equatorial Goiás, Frederico Ferreira Guimarães, alcançar todos os domicílios não significa o fim das demandas por expansão e modernização do sistema. De acordo com ele, a universalização não elimina a necessidade de novos aportes para atender ao crescimento econômico e às novas cargas de consumo.
O executivo explica que a ampliação da rede depende, inicialmente, da implantação de pontos de suprimento, coordenada pelo governo federal por meio de leilões. A partir disso, cabe às distribuidoras garantir a distribuição e o fornecimento. Entre os desafios futuros estão o aumento da oferta de energia para o setor agrícola, a instalação de novas plantas industriais e a ampliação de parques fabris no estado.
Frederico também ressaltou que o valor da tarifa de energia não é definido pela concessionária, mas pela Agência Nacional de Energia Elétrica, com base nos ativos e nos investimentos realizados. Segundo ele, a Aneel adota o princípio da modicidade tarifária, que busca equilibrar preços justos ao consumidor com a capacidade das empresas de manter a qualidade do serviço e expandir a rede.
A Equatorial afirma ainda que o crescimento de Goiás em ritmo superior à média nacional exige reforço contínuo da infraestrutura elétrica. A empresa destaca que, uma vez existente o ponto de suprimento, garante que sua rede esteja preparada para atender à demanda, embora parte desse processo não esteja sob responsabilidade direta da distribuidora.
Atuação da Equatorial em Goiás
A concessão da Equatorial em Goiás, obtida em 2023, abrange 237 dos 246 municípios do estado. Os municípios de Carmo do Rio Verde, Ceres, Ipiranga de Goiás, Nova Glória, Rialma, Rianápolis, Santa Isabel, Uruana e São Patrício, além do povoado de Monte Castelo, em Jaraguá, permanecem fora da área de concessão e são atendidos pela Companhia Hidrelétrica São Patrício.
Desde que assumiu o serviço no estado, após o fim da concessão da Enel, a Equatorial afirma ter investido mais de R$ 6 bilhões na reconstrução e modernização da infraestrutura elétrica. Nesse período, mais de 200 mil novas unidades consumidoras passaram a ser atendidas.
De acordo com a empresa, cerca de R$ 1 bilhão foi destinado exclusivamente a novas ligações, enquanto os investimentos em expansão, reforço e modernização da rede ultrapassaram R$ 4,2 bilhões. Ao todo, mais de 10 mil quilômetros de novas redes foram incorporados ao sistema elétrico estadual.
Com a universalização, Goiás passou a integrar um grupo restrito de estados que alcançaram cobertura total de energia elétrica, ao lado do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro.
Por MG









